A via já conta com 530 mudas de ipês-amarelos e roxos em sua extensão e passa a incorporar espécies voltadas à produção de frutas, como pitanga, amora e ameixa. A programação técnica prevê o plantio de aproximadamente 400 árvores frutíferas na área, das quais as primeiras 50 unidades já foram colocadas no local.
A proposta do projeto paisagístico é transformar a região em um corredor arborizado nos próximos anos, com potencial para se consolidar como cartão-postal da cidade.
Planejamento urbano e mercado regional
O traçado da avenida começa em frente ao Parque Antenor Martins, acompanha o Córrego Água Boa até a Vila Roma e dispõe de um acesso direto até a Rua Lindalva Marques, no Parque do Lago II. No arranjo paisagístico executado pelo município, os ipês-amarelos ocupam um dos lados da pista, enquanto os ipês-roxos formam a fileira oposta.
As frutíferas são inseridas na parte interna, integrando-se ao corredor de árvores ornamentais.
O produtor e gestor municipal destacou que a infraestrutura favorece o fluxo e o bem-estar da comunidade local. É uma avenida muito bonita, em meio à natureza, com ciclovia e que será bastante utilizada pela população, afirmou Marçal Filho durante a vistoria.
Segundo dados da administração municipal, como as mudas de ipê foram inseridas em tamanho avançado, a expectativa técnica é de que a floração ocorra em até dois anos e meio, valorizando imoveis e o comércio regional.
Proteção ambiental e investimentos
Por estar localizada nas imediações do córrego e de reservas de mata nativa, o projeto da avenida contempla medidas específicas de proteção à fauna silvestre. Dois pontos subterrâneos para travessia segura de animais já foram implantados na via, com a previsão de construção de outros dois dispositivos aéreos.
O planejamento também inclui o cercamento completo da área, com processo licitatório programado para o final do ano, além da instalação de rede de iluminação pública.
O esforço de arborização urbana também avançou para vias adjacentes, como a Rua Décio Martins Capilé, na Vila Roma, que recebeu 500 mudas de ipê-branco. O material botânico utilizado nas intervenções urbanas é fornecido pelo Viveiro Municipal, estrutura que mantém atualmente um estoque com mais de 60 variedades de mudas.
Os desdobramentos operacionais incluem a continuidade dos plantios e a finalização das obras de proteção até o encerramento do atual exercício fiscal.
Por Bia Fernandes, direto da redação



