O ciclo agrícola traz sinais de crescimento e novos desafios com a virada abrupta no tempo em Mato Grosso do Sul. Campo Grande começou a primavera nesta terça-feira sob alerta laranja de perigo para tempestades.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital sul-matogrossense registra variação térmica entre 19°C e 25°C. A chegada de uma massa de ar frio altera o cenário produtivo e urbano na região.

Instabilidade e chuvas

A instabilidade climática ganha força entre a tarde e a noite desta terça-feira. Modelos meteorológicos apontam acumulados estimados em até 31 milímetros de precipitação na Capital.

A probabilidade de chuva chega a 90%, acompanhada de trovoadas e pancadas isoladas. O mercado agrícola monitora os volumes, pois o excesso hídrico localizado exige atenção redobrada nas lavouras.

Ventos fortes e granizo

O Inmet mantém o alerta laranja ativo para o Estado devido ao potencial de danos. Áreas do centro e do norte sul-matogrossense podem registrar rajadas de vento superiores a 60 km/h.

Além do vento forte, os modelos indicam risco de queda de granizo em pontos isolados. Associações de produtores rurais recomendam cautela com a infraestrutura das fazendas e o manejo de culturas sensíveis.

Frente fria no Estado

A transição sazonal rompe com os dias de calor intenso registrados no início da semana em Mato Grosso do Sul. A nova frente fria substitui rapidamente a massa de ar quente predominante.

Conforme projeções do jornal A Crítica de Campo Grande, a quarta-feira deve consolidar o perfil térmico mais ameno. A previsão aponta mínimas que podem alcançar 11°C em diferentes municípios sul-matogrossenses.

Impacto econômico e urbano

A queda acentuada nos termômetros altera a dinâmica urbana e afeta o comércio local. Produtores e comerciantes ajustam o planejamento logístico para enfrentar os dias de maior instabilidade.

Defesa Civil e órgãos de meteorologia orientam a população a evitar áreas abertas durante as rajadas. A recomendação inclui manter distância de árvores, postes e estruturas metálicas para prevenir acidentes.

O setor produtivo agora avalia os reflexos dessa umidade no desenvolvimento das safras de grãos. O monitoramento contínuo do clima permanece como ferramenta essencial para mitigar perdas no campo.

Por Bia Fernandes, direto da redação