O ciclo agrícola traz sinais de crescimento econômico para os centros urbanos de Mato Grosso do Sul, refletindo diretamente na mobilidade e nos serviços de Campo Grande. A Prefeitura da Capital assinou um pacote de medidas regulatórias que altera o funcionamento do serviço de táxi. As mudanças foram formalizadas em solenidade no Teatro Octávio Guizzo, no Paço Municipal.

Segundo dados da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), a frota municipal conta atualmente com 522 alvarás ativos. O dimensionamento representa uma proporção de um veículo para cada 1.720 habitantes, com base na população de 897.938 moradores registrada pelo Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme levantamento do portal A Crítica.

Novas categorias e circulação

A principal alteração na infraestrutura urbana é a liberação para que todos os 522 táxis utilizem os corredores exclusivos de ônibus. A medida abrange vias estratégicas, incluindo a avenida Gunter Hans, cujas obras de requalificação viária entraram na reta final.

Até o momento, a administração municipal não detalhou se o tráfego de táxis nessas faixas será permitido integralmente ou restrito aos horários de pico.

Outra novidade é a criação da categoria Táxi Executivo, batizada de Black, voltada a ampliar as alternativas de renda para os permissionários. O pacote regulatório também autoriza o uso de caminhonetes como veículos de praxe e estende em dez anos a vida útil máxima dos automóveis em operação.

As regras preveem ainda maior flexibilidade para a substituição da frota pelos motoristas.

Regulamentação em etapas

Conforme as informações divulgadas pelas publicações A Crítica e JD1 Notícias, o pacote de decretos estabelece a base legal, mas carece de detalhamento operacional. A prefeitura ainda não definiu quais marcas e modelos de veículos serão aceitos na modalidade Táxi Black, nem se haverá diferenciação tarifária ou exigências específicas de padrão de atendimento.

Os critérios técnicos para a inclusão de caminhonetes na frota também permanecem em aberto.

O setor produtivo e os prestadores de serviços de transporte aguardam as portarias complementares da Agetran para entender o impacto financeiro das mudanças na manutenção dos veículos. A flexibilização da substituição de carros visa reduzir o custo operacional dos taxistas frente à concorrência dos aplicativos de transporte na região metropolitana.

A integração dos táxis ao sistema viário de transporte coletivo busca otimizar o fluxo de passageiros nas principais artérias da cidade. As secretarias municipais devem publicar nos próximos dias os manuais de conduta e as especificações técnicas para a adesão dos motoristas às novas modalidades executivas.

Por Bia Fernandes, direto da redação