A investigação revela novos desdobramentos sobre a atuação de um comerciante de 23 anos preso em flagrante na última sexta-feira, dia 16, na capital sul-mato-grossense. O suspeito comercializava motosserras e roçadeiras falsificadas, anunciando os itens como mercadorias originais de marcas consolidadas no mercado.
O caso veio à tona após uma transação realizada na quinta-feira, dia 15, quando um segundo-sargento da Polícia Militar adquiriu uma motosserra e uma roçadeira. O montante de R$ 2,5 mil foi pago por meio de cartão de crédito diretamente com o vendedor investigado.
Após receber os materiais, o policial militar percebidas divergências estruturais nos equipamentos agrícolas e inconsistências formais na nota fiscal emitida. Diante da suspeita, o militar comunicou o setor de inteligência da corporação, que iniciou o monitoramento das atividades do suspeito.
Abordagem e apreensão
Durante a diligência policial realizada na sexta-feira, as equipes abordaram o comerciante quando ele transportava mais uma motosserra e uma roçadeira no interior de seu veículo. Os produtos seriam oferecidos a potenciais compradores nas dependências de estacionamentos de supermercados locais.
No total, a operação coordenada pelas forças de segurança resultou na apreensão de duas motosserras, duas roçadeiras e o documento fiscal considerado falso. Os materiais foram encaminhados para perícia técnica para a confirmação formal das adulterações constatadas preliminarmente.
Origem dos produtos
Em depoimento prestado às autoridades policiais, o investigado admitiu que adquiriu o maquinário no Paraguai e estruturava a revenda no mercado interno. O esquema envolvia a comercialização dos itens falsificados em diferentes municípios do estado de Mato Grosso do Sul, prática que o suspeito afirmou realizar de maneira reiterada.
O modus operandi consistia em conferir aparência de legitimidade aos produtos estrangeiros para enganar consumidores em busca de ferramentas de uso rural e urbano. A investigação aponta que o comércio ilegal operava tanto de forma direta quanto por meio de recursos tecnológicos de transação financeira.
Desdobramentos legais
Após a prisão em flagrante realizada pelas equipes de segurança, o comerciante foi conduzido para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol, situada em Campo Grande. Na unidade policial, a autoridade competente registrou a autuação formal do suspeito pelo crime de fraude eletrônica.
O inquérito policial segue em andamento para identificar eventuais cúmplices na rede de fornecimento e contabilizar o número total de vítimas lesadas pelo esquema de falsificação. A Polícia Civil informou que novas diligências serão realizadas para rastrear as contas bancárias utilizadas nas transações fraudulentas.
Por Rafael Dumas, direto da redação



