O ciclo agrícola traz sinais de crescimento para a segurança alimentar em Dourados, onde vinte famílias em situação de vulnerabilidade social realizaram a primeira colheita de uma horta comunitária instalada no município.

A safra inaugural, formada por rabanetes cultivados diretamente pelos moradores, foi concretizada cerca de dois meses após o início dos trabalhos de preparo e manejo do solo na área coletiva, conforme apontam os registros da iniciativa local.

A ação faz parte do projeto Territórios Solidários, executado pelo Sesc-MS, que busca introduzir práticas de agricultura urbana e sustentável em regiões periféricas de Mato Grosso do Sul.

Além de garantir o acesso imediato a hortaliças frescas colhidas no próprio bairro, a iniciativa prevê a entrega mensal de uma cesta de alimentos para cada núcleo familiar cadastrado no programa de apoio social.

Impacto na economia local

O projeto opera com foco na capacitação técnica dos moradores, ensinando métodos de plantio que reduzem a dependência de suprimentos externos e fortalecem a economia doméstica dos participantes.

Segundo as diretrizes do programa, a proposta é transformar espaços ociosos em unidades produtivas eficientes, gerando renda indireta e autonomia para as comunidades atendidas pelo Sesc-MS em Dourados e também em Campo Grosso.

Os produtores participam de encontros periódicos de formação técnica, onde aprendem sobre controle de pragas, adubação orgânica e rotação de culturas para garantir a perenidade das colheitas. O mercado regional de hortifrúti ganha novos contornos com a iniciativa, que estimula o consumo de produtos locais e reduz os custos logísticos associados ao transporte de alimentos vindos de grandes centros distribuidores.

Novos ciclos de plantio

Com o sucesso do primeiro canteiro de rabanetes, o projeto avança para a implantação de novas variedades de cultivos de ciclo curto, ampliando o volume de alimentos disponíveis para as famílias envolvidas no manejo.

A expectativa da coordenação é que os próximos meses registrem um aumento expressivo na produtividade por metro quadrado, consolidando o modelo de horta urbana como ferramenta de inclusão produtiva.

Os desdobramentos práticos da iniciativa incluem a expansão dos treinamentos práticos e a preparação de novos lotes de terra para plantio contínuo, garantindo que a produção não sofra interrupções entre uma safra e outra. O avanço técnico dos moradores locais demonstra a viabilidade de integrar a agricultura de pequeno porte aos programas sociais de combate à fome no estado.

Por Bia Fernandes, direto da redação