A medição política traz novas diretrizes sobre a segurança em eventos partidários após a morte de Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, baleado durante uma carreata no município de Bonito, localizado a 260 quilômetros de Campo Grande.

O governador estadual Eduardo Riedel declarou que o episódio será investigado com rigor pelas autoridades policiais competentes para determinar todas as responsabilidades legais envolvidas no caso.

Segundo informações divulgadas pelo portal Ponta Porã Informa, o homicídio ocorreu durante uma briga generalizada nas proximidades da Rua Monte Castelo. O boletim de ocorrência da Polícia Militar aponta que a corporação foi acionada por volta das 20 horas para atender a ocorrência de disparos de arma de fogo.

Testemunhas relataram aos policiais que a confusão começou quando a vítima estava em uma caminhonete Chevrolet S10 branca e foi abordada por um homem que iniciou as agressões físicas. Amigos de Ewerton intervieram para defendê-lo, o que ampliou o conflito no local.

Dinâmica da violência

Durante a briga, um adolescente de 16 anos viu o pai sendo agredido e buscou um revólver em outra caminhonete. O jovem retornou armado ao local do conflito e efetuou os disparos que atingiram os envolvidos na confusão.

Ewerton Rodrigues da Silva foi socorrido e encaminhado ao Hospital Darcy João Bigaton, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde. Outro homem também foi baleado durante a ocorrência e precisou ser transferido para um hospital na Capital.

O governador Eduardo Riedel comentou o caso após votar na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann, situada no Bairro Monte Castelo, em Campo Grande. De acordo com o chefe do governo estadual, o episódio envolveu o acesso de um menor de idade a uma arma de fogo sob a justificativa de proteger o pai.

Apuração de motivações

Riedel ponderou que ainda não é possível afirmar se o crime decorre diretamente do acirramento político do período eleitoral. O governador mencionou que a motivação pode estar relacionada a uma briga de trânsito comum entre apoiadores ou adversários políticos.

A autoridade estadual destacou que situações como essa resultam na perda de vidas e na ruína de futuros por causa de conflitos evitáveis. As declarações reforçam a diretriz do governo estadual de cobrar transparência e celeridade na elucidação dos fatos pela polícia.

O inquérito policial segue em andamento para coletar depoimentos de testemunhas e analisar as circunstâncias em que o adolescente teve acesso ao armamento utilizado no homicídio. O desdobramento da investigação definirá os encaminhamentos jurídicos aplicados ao menor e aos demais envolvidos na briga generalizada.

Por Luciana Freitas, direto da redação