A medição política traz novas diretrizes sobre a segurança no pleito, após o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citar ocorrências de violência em Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais.

A declaração foi feita em coletiva de imprensa na manhã deste domingo (25), logo após o petista registrar seu voto em um local de votação localizado no município paulista de São Bernardo do Campo.

Segundo dados divulgados pelo governo federal e por agências de notícias, o chefe do Executivo federal relacionou os episódios recentes ao atual cenário de disputa eleitoral no país.

O presidente estava acompanhado por aliados políticos, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede), além dos ministros Alexandre Padilha (PT) e Luiz Marinho (PT), e da política sul-mato-grossense Simone Tebet (PSB).

Ataques em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul

Durante a entrevista, o candidato mencionou a agressão sofrida pela vereadora Iara Pimentel (PT), em Montes Claros, Minas Gerais. De acordo com informações da assessoria parlamentar e registros policiais locais, a legisladora municipal foi atingida no rosto por um objeto arremessado por opositores durante uma carreata realizada na noite de sábado (24).

A parlamentar foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada a uma unidade hospitalar para exames médicos. Em nota oficial divulgada à imprensa, a assessoria da vereadora classificou o ato como uma grave ameaça à democracia que não deve ser naturalizada pelas autoridades e pela sociedade civil.

No mesmo pronunciamento, o presidente mencionou a morte de Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, ocorrida na noite de sábado na região central de Bonito, em Mato Grosso do Sul.

Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo durante um desentendimento que evoluiu para uma briga generalizada nas proximidades de um posto de combustíveis, após o término de uma carreata.

Investigação policial e repercussão oficial

Registros da Guarda Municipal e dados apurados pelo portal local Jardim MsNews indicam que um adolescente de 16 anos teria sacado uma arma de fogo do interior de um veículo para intervir em uma agressão contra seu pai.

Ewerton Rodrigues da Silva foi atingido no abdômen, no tórax e na coxa direita, vindo a óbito logo após dar entrada no hospital municipal.

Outro homem, identificado apenas como Alex, também foi baleado na região torácica e, devido à gravidade do quadro clínico, transferido para um centro médico em Campo Grande. De acordo com a Polícia Militar, os suspeitos deixaram o local em uma caminhonete logo após os disparos e não haviam sido localizados até o início da manhã de domingo.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), manifestou-se sobre o caso durante o seu voto na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann, localizada no bairro Monte Castelo.

O chefe do governo estadual declarou que os fatos estão sob investigação da Polícia Civil e ponderou que o episódio pode ter decorrido de uma discussão comum de trânsito, sem relação direta imediata com o acirramento político da campanha.

Posicionamento presidencial

Diante dos episódios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o pleito deste domingo coloca em confronto duas visões distintas para o futuro do país. Conforme o discurso proferido em São Paulo, a escolha do eleitorado definirá diretrizes para áreas fundamentais como economia, educação e segurança pública.

A administração estadual e as forças de segurança reforçaram o policiamento em zonas eleitorais estratégicas para garantir a normalidade da votação e o cumprimento da legislação federal durante o encerramento do segundo turno. As autoridades policiais informaram que os inquéritos sobre os episódios em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul continuarão em andamento para a responsabilização jurídica dos envolvidos.

Por Luciana Freitas, direto da redação