Segundo dados da Polícia Militar divulgados pelo portal JD1 Notícias, a equipe policial foi mobilizada para atender a um chamado de agressão contra uma moradora de 33 anos. No local dos fatos, a vítima relatou aos policiais que teve um desentendimento inicial com seu genro, um adolescente de 15 anos, com quem trocou agressões mútuas.

Após a discussão familiar, a mulher procurou um vizinho para relatar o ocorrido e pedir orientação. O indivíduo foi identificado pelas autoridades policiais como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

De posse da informação, o suspeito convocou o jovem de 15 anos até a sua residência sob o pretexto de resolver a situação. Na casa, o homem passou a golpear o adolescente com um cabo de vassoura, aplicando o que classificou como um castigo pessoal.

Diante do nível de violência empregado pelo vizinho, a mulher interveio na situação para tentar interromper o espancamento. Ela afirmou ao agressor que havia mentido sobre a gravidade da briga inicial para tentar poupar o menor de idade.

Agressões e ameaças

Enfurecido com a intervenção da mulher, o suspeito voltou sua violência para os dois moradores. Segundo o registro da Polícia Militar, ele passou a desferir socos, chutes na região dorsal e novas pancadas com o cabo de vassoura contra ambos.

Durante a sessão de agressões, o homem declarou pertencer ao Primeiro Comando da Capital. Ele afirmou que a violência funcionava como uma punição disciplinar para que as vítimas aprendessem a respeitar as regras, em uma dinâmica descrita pelos policiais militares como típica de um tribunal do crime.

O adolescente conseguiu repassar informações precisas sobre a localização do suspeito aos policiais militares que atenderam à ocorrência. Com base nesses dados, a equipe se deslocou até a residência do indivíduo, situada na Rua Dalila Pereira de Souza.

Prisão e encaminhamento

No endereço indicado, os policiais encontraram o suspeito dormindo em sua residência. O homem utilizava uma tornozeleira eletrônica de monitoramento judicial no momento da abordagem policial.

Os agentes realizaram a contenção e o algemamento do jovem de 19 anos sem registro de resistência no local. Em seguida, o suspeito foi conduzido para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Cepol).

As duas vítimas também foram encaminhadas à unidade policial para prestar depoimento e acompanhar os procedimentos formais. Na delegacia, a autoridade policial determinou a lavratura do auto de prisão em flagrante contra o suspeito.

O homem permanece à disposição da Justiça e vai responder criminalmente pelos delitos de tortura e lesão corporal dolosa. O caso segue sob acompanhamento das autoridades de segurança pública em Campo Grande.

Por Rafael Dumas, direto da redação