A investigação revela novos desdobramentos sobre a prisão de um homem de 43 anos flagrado com uma pistola calibre .40 ostentando o brasão da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS). A abordagem policial foi realizada por equipes do Batalhão de Choque durante patrulhamento ostensivo na Avenida Capibaribe, localizada no bairro Jardim Petrópolis, em Campo Grande.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pelas autoridades de segurança, os policiais identificaram um automóvel com as mesmas características de um veículo utilizado em uma ocorrência anterior. O caso inicial havia sido reportado em uma tabacaria situada na Rua 26 de Agosto, na área central da capital sul-matogrossense.
Durante a fiscalização veicular, os militares encontraram o armamento restrito na posse do suspeito. Conforme os registros oficiais da corporação, a pistola pertence formalmente a um cabo da Polícia Militar que atualmente integra a reserva remunerada da instituição.
Alegações do suspeito e registro na delegacia
Abordado pelos agentes de segurança, o condutor admitiu aos policiais que não possuía porte legal de armas. O suspeito tentou justificar a posse do equipamento afirmando que estaria realizando serviços de manutenção na pistola de uso restrito da força policial.
O indivíduo também confirmou sua participação no desentendimento registrado momentos antes na tabacaria da região central. Diante do flagrante, o caso foi formalmente encaminhado e registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol).
Na unidade policial, a autoridade de plantão autuou o suspeito pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A investigação agora busca esclarecer a dinâmica exata da entrega do armamento militar ao civil e a real natureza da suposta manutenção alegada pelo detido.
Posicionamento oficial e próximos passos
O comando da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul foi procurado pela imprensa para prestar esclarecimentos sobre a vinculação da arma ao policial da reserva. Até o fechamento desta edição, a corporação ainda não havia emitido um posicionamento oficial sobre o caso.
Os procedimentos investigativos continuam sob a responsabilidade da Polícia Civil, que apura a procedência do armamento e eventuais responsabilidades administrativas do militar proprietário do registro. O suspeito permanece à disposição da Justiça para a realização da audiência de custódia e demais trâmites legais cabíveis.
Por Rafael Dumas, direto da redação
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