O ciclo agrícola traz sinais de crescimento econômico para Mato Grosso do Sul, mas a segurança nas comunidades urbanas e rurais também depende de normas rígidas de bem-estar. Moradores do Bairro Aero Rancho, em Campo Grande, denunciam que um cachorro sem raça definida enfrenta maus-tratos contínuos e agressões físicas.

Segundo relatos obtidos pelo Campo Grande News, o animal apresenta aspecto magro, possui ferimentos evidentes e sofre com a exposição constante à chuva, ao frio e ao calor.

Vídeos gravados no local mostram o cão sendo perseguido por uma motocicleta. Em outra cena registrada pelos vizinhos, o animal é segurado pela pata e arremessado contra o solo. O áudio das gravações registra os gritos de dor do cão durante as abordagens violentas.

Os denunciantes preferiram manter o anonimato por temor de retaliação na vizinhança. Eles afirmam que a situação de vulnerabilidade ocorre de forma recorrente há algum tempo.

Registros visuais e busca por abrigo

Imagens enviadas à redação do Campo Grande News evidenciam o animal perambulando pela rua. Outros registros mostram o cão junto ao portão de uma residência, tentando se proteger das chuvas. Vizinhos relatam que o choro do animal é ouvido com frequência na região.

Apesar do cenário adverso, há moradores dispostos a intervir na situação. Uma pessoa já se prontificou a adotar o cachorro caso ele seja resgatado do local. Os denunciantes reforçam a necessidade de investigação policial para coibir a repetição de episódios semelhantes com outros animais na área urbana.

Previsão legal e penalidades

Maus-tratos contra animais configuram crime conforme a Lei Federal nº 9.605 de 1998. Para casos envolvendo cães e gatos, a legislação estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão. A punição inclui ainda o pagamento de multa e a proibição definitiva da guarda.

A legislação municipal de Campo Grande também proíbe práticas nocivas aos animais. Manter bichos sem abrigo adequado, sem alimentação ou sem água potável caracteriza maus-tratos. A lei municipal veda expressamente castigos físicos e o abandono de animais em vias públicas.

Próximos passos na delegacia especializada

Diante das evidências reunidas, os moradores informaram que pretendem procurar a Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) nesta segunda-feira (21). O objetivo é formalizar a ocorrência policial e apresentar as imagens que documentam os abusos sofridos pelo cão.

Por Bia Fernandes, direto da redação