Em destaque hoje, o preço médio do óleo diesel S-10 acumulou alta de 21,5% em Mato Grosso do Sul no período de um ano, conforme os dados divulgados pelo levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na pesquisa realizada entre os dias 12 e 18 de outubro de 2025, o litro do combustível era comercializado a R$ 6,04 no estado. No levantamento mais recente, conduzido entre os dias 11 e 17 deste mês, o valor médio saltou para R$ 7,34, o que representa um acréscimo nominal de R$ 1,30 nas bombas.

O comportamento de alta também atingiu o diesel comum, que registrou elevação de 14,5% no mesmo intervalo anual. O preço médio cobrado aos consumidores passou de R$ 5,94 para R$ 6,80 por litro.

Com esses índices, o diesel liderou de forma isolada os aumentos registrados entre os combustíveis monitorados pela agência reguladora no estado, superando as variações observadas na gasolina e no etanol ao longo dos últimos doze meses.

Comparação mensal recente

Na análise de curto prazo, os dados da ANP indicam que a pressão sobre os preços ganhou força nas últimas semanas. Na comparação com o mês de setembro, quando o litro do diesel S-10 custava em média R$ 6,89 entre os dias 6 e 12, o valor subiu para R$ 7,34.

Isso representa uma alta de 6,5% ou um incremento de R$ 0,45 por litro em pouco mais de um mês de monitoramento.

O diesel comum seguiu a mesma trajetória de encarecimento no período recente. O preço médio saltou de R$ 6,43 para R$ 6,80, configurando uma variação positiva de 5,8%. No mesmo intervalo, os demais combustíveis apresentaram variações mais moderadas no mercado sul-mato-grossense.

A gasolina comum registrou oscilação de 0,5%, passando de R$ 6,40 para R$ 6,43, enquanto o etanol hidratado teve alta de 2,8%, saindo de R$ 3,89 para R$ 4,00 por litro.

Comportamento dos demais combustíveis

No horizonte de um ano, a gasolina comum comercializada nos postos de Mato Grosso do Sul passou de R$ 5,93 para R$ 6,43, acumulando alta de 8,4%. Já o etanol hidratado apresentou a menor variação na comparação anual, com acréscimo de 1,8%, saindo de R$ 3,93 para R$ 4,00.

Ampliando o recorte temporal para uma base de dois anos, a partir de outubro de 2024, o diesel S-10 acumula alta de 22,7%. No mesmo período de 24 meses, o diesel comum subiu 15,6%, a gasolina comum registrou elevação de 9,5% e o etanol avançou 5,8%.

A ANP ressalta que os números refletem médias estaduais de revenda, o que significa que os valores finais cobrados ao consumidor podem variar conforme a região e a política comercial de cada estabelecimento.

Contexto de mercado e paridade

A elevação nos preços dos combustíveis utilizados no setor de transporte rodoviário ocorre em meio ao impacto da cotação do petróleo no cenário internacional.

A dinâmica externa mantém sob escrutínio a diferença entre os valores praticados internamente pelas refinarias e a chamada paridade de importação, que calcula o custo de trazer o produto do exterior considerando o câmbio e os gastos logísticos.

Dados divulgados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis indicam que a defasagem entre o mercado interno e o externo influencia a formação de preços e a atratividade para a entrada de derivados no país.

O impacto do custo do diesel repercute diretamente na cadeia logística, uma vez que o insumo é o principal propulsor do transporte de cargas e passageiros em âmbito nacional.

Da Redação