A medição política traz novas diretrizes sobre a integridade do processo eleitoral após um incidente registrado neste domingo em Mato Grosso do Sul. Uma urna eletrônica teve as teclas numéricas 1 e 3 bloqueadas com cola durante a votação no município de Chapadão do Sul.
Câmeras de segurança instaladas no local de votação registraram a movimentação do suspeito responsável pela adulteração. A ocorrência foi formalmente registrada em ata pelas autoridades eleitorais locais.
O problema técnico e a fraude mecânica foram detectados após uma eleitora relatar dificuldades persistentes para digitar seus números de escolha na cabine. Equipes de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) verificaram o equipamento e constataram a presença de substância adesiva nas teclas mencionadas.
Diante da constatação, o TRE-MS determinou a substituição imediata da máquina para garantir a continuidade da votação sem prejuízos aos eleitores.
A Polícia Civil do estado foi acionada e compareceu ao local para iniciar as investigações e recolher imagens do circuito interno. Até o momento, conforme os registros oficiais divulgados pelas autoridades policiais, não há confirmação de prisão em flagrante do suspeito capturado pelas câmeras.
O caso segue sob apuração para identificar a autoria e a motivação do dano ao patrimônio público eleitoral.
Balanço de ocorrências no estado
Além da adulteração do equipamento em Chapadão do Sul, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) registrou outras ocorrências policiais em solo sul-mato-grossense durante o pleito. O levantamento oficial aponta o registro de três ocorrências policiais adicionais relacionadas a crimes eleitorais no decorrer do dia de votação.
Entre os registros estão um flagrante envolvendo a filmagem irregular do voto dentro da cabine e duas prisões efetuadas por prática de boca de urna.
No âmbito operacional da Justiça Eleitoral, o TRE-MS informou que o estado contabilizou outras 34 falhas mecânicas em urnas eletrônicas ao longo da jornada de votação. Todas essas falhas técnicas apresentadas pelos equipamentos foram solucionadas pelas equipes de suporte técnico, seja por meio de reparos rápidos ou pela substituição integral das máquinas.
As autoridades ressaltam que os procedimentos de contingência foram adotados para assegurar a normalidade do pleito.
Desdobramentos da investigação
A investigação conduzida pela Polícia Civil agora busca cruzar as imagens das câmeras de segurança com os depoimentos colidos no local. A lei eleitoral prevê sanções severas para quem danificar urnas eletrônicas ou tentar impedir o livre exercício do voto pelos eleitores. As diligências continuam nos próximos dias para esclarecer se houve ação isolada ou articulação coordenada.
Por Luciana Freitas, direto da redação
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