A medição política traz novas diretrizes sobre o homicídio registrado no município de Bonito. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS) declarou oficialmente que a morte de um homem baleado no último sábado não teve ligação com a disputa eleitoral.
A manifestação do órgão ocorreu por meio de nota divulgada no domingo, após levantamento realizado junto ao juiz eleitoral da 30ª Zona.
Segundo o magistrado responsável pela comarca, a discussão que culminou na morte de Ewerton Rodrigues da Silva e deixou outro homem ferido começou por motivos estritamente pessoais. O episódio ocorreu nas proximidades da Rua Monte Castelo, por volta das 20h. O horário coincidiu com a realização de uma carreata de apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) na região.
O caso ganhou repercussão nacional na manhã de domingo. Após exercer o direito ao voto em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionou o episódio. O chefe do Executivo federal utilizou o caso para fazer um apelo público por respeito entre eleitores de correntes políticas opostas.
De acordo com as informações preliminares levantadas sobre a ocorrência, a briga generalizada evoluiu rapidamente para vias de fato. Conforme os relatos iniciais apurados pelas autoridades locais, um adolescente teria buscado um revólver na caminhonete do próprio pai e efetuado os disparos durante a confusão. A dinâmica exata do crime ainda passa por averiguação detalhada.
Investigação policial em andamento
O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, que conduz os inquéritos necessários para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio e da tentativa de homicídio. Os investigadores buscam ouvir testemunhas presenciais e analisar eventuais imagens de câmeras de segurança instaladas nas imediações.
A identificação de todos os participantes da briga generalizada permanece como foco prioritário da corporação policial.
As autoridades de segurança pública reforçam que laudos periciais complementares devem ser anexados aos autos nos próximos dias. O adolescente apontado como autor dos disparos e os responsáveis pela arma de fogo devem prestar depoimento formal nas próximas etapas do processo investigativo. O procedimento seguirá os trâmites legais previstos para apuração de crimes dessa natureza no estado.
Por Luciana Freitas, direto da redação



