A medição política traz novas diretrizes para o cenário nacional e estadual após a conclusão da apuração das urnas neste domingo. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, um total de 53. 233 pessoas que haviam deixado de votar no dia 4 de outubro compareceu aos locais de votação no estado. Mato Grosso do Sul registrou um eleitorado apto de 2.

024. 437 pessoas para esta etapa da eleição presidencial.

Com 100% das urnas apuradas pela Justiça Eleitoral, 429.977 eleitores não compareceram às urnas no estado, enquanto 1.594.460 votaram efetivamente. No primeiro turno da disputa, o estado contabilizou 483.210 abstenções e 1.541.220 votantes. A comparação entre as duas etapas revela uma diminuição expressiva na ausência do eleitorado sul-mato-grossense.

Fatores climáticos e balanço operacional

Assim como na primeira etapa do pleito, diversos municípios registraram chuvas ao longo do domingo, o que dificultou a locomoção de parte da população. Em Campo Grande, no entanto, o volume acumulado de precipitações ficou abaixo do observado no dia 4 de outubro. O cenário logístico exigiu monitoramento constante das autoridades de segurança e da Justiça Eleitoral.

De acordo com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, desembargador Carlos Eduardo Contar, o pleito ocorreu com tranquilidade no estado. Segundo o magistrado, as intercorrências registradas foram solucionadas rapidamente sem comprometer o andamento da votação. Entre os problemas identificados, o tribunal apontou falhas temporárias no fornecimento de energia elétrica em alguns colégios eleitorais.

A atuação das concessionárias locais garantiu o restabelecimento imediato dos serviços sem interrupção na votação. O Tribunal Regional Eleitoral informou ainda que 18 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas devido a falhas técnicas, mas a operação ocorreu sem prejuízo aos trabalhos.

No âmbito da segurança pública, foram contabilizadas 11 ocorrências de ilícitos eleitorais, concentradas principalmente em violações ao sigilo do voto e casos de boca de urna.

Panorama nacional e histórico recente

Em todo o país, o comportamento do eleitorado seguiu a mesma tendência de queda na ausência. O total de faltantes passou de 33.469.244 no primeiro turno para 30.508.972 no segundo turno. A participação cívica em âmbito federal refletiu o engajamento das bases partidárias na reta final da disputa presidencial.

O histórico eleitoral do estado mostra variações consistentes nas taxas de abstenção em pleitos anteriores. Nas eleições presidenciais de 2022, o estado registrou 440. 788 ausências no primeiro turno e 446. 100 no segundo, índices que representavam 22,08% e 22,34% dos eleitores aptos, respectivamente. Naquele ano, o universo elegível era de 1. 996.

510 pessoas e o candidato Luiz Inácio Lula da Silva liderou ambas as etapas.

Em 2018, durante a disputa entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, o estado contabilizou 398. 404 faltantes no primeiro turno, o equivalente a 21,21%, e 427. 761 ausências no segundo turno, representando 22,78%. O eleitorado apto na ocasião somava 1. 877. 982 cidadãos.

Já em 2014, na vitória de Dilma Rousseff sobre Aécio Neves, as taxas foram de 20,53% e 23,12% de abstenção entre o primeiro e o segundo turno, respectivamente, com 1. 818. 937 eleitores aptos.

Resultado oficial e desdobramentos

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente do Brasil ao obter uma virada histórica sobre o senador Flávio Bolsonaro, segundo os dados finais do Tribunal Superior Eleitoral. A Justiça Eleitoral declarou a vitória matemática após a apuração de 97,69% das urnas. Com 99,99% dos votos apurados, Lula alcançou 64.255.891 votos, o que corresponde a 51,79% dos votos válidos.

O candidato Flávio Bolsonaro obteve 59.825.984 votos, totalizando 48,21% dos válidos. É a primeira vez na história recente do país que um candidato situado na segunda colocação no primeiro turno reverte o resultado na etapa seguinte. No primeiro turno, Lula havia registrado 45,16% dos votos válidos, enquanto o adversário somou 47,03%.

Com o resultado oficializado pelo governo federal e pela Justiça Eleitoral, o mandato presidencial terá início em 2027. Lula comandará o Poder Executivo federal pelos próximos quatro anos, ao lado do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin.

A diplomação e a posterior posse da chapa estão agendadas para o início de janeiro de 2027, quando assumem formalmente as diretrizes administrativas do governo estadual e federal.

Por Luciana Freitas, direto da redação